Menos valia: a maior inimiga do seu potencial!

Este é um texto longo e você pode se sentir tentado(a) a procrastinar. O que quero dizer, antes de iniciá-lo, é que ele é apenas para quem está disposto a trabalhar seus modelos mentais para alcançar o sucesso e o desenvolvimento.

Você já deve ter ouvido por aí o termo “mais-valia”. É uma expressão desenvolvida por Karl Marx para falar da diferença entre o a riqueza que o trabalhador produz com seu trabalho e o valor que ele recebe em troca em forma de salário. Mas não precisa se assustar! Este texto não é sobre comunismo versus capitalismo nem uma “análise sociológica das estruturas históricas de produção desde a revolução industrial”. Este é um texto sobre comunicação, sobre empreendedorismo, sobre um pilar fundamental do marketing: você!

Este artigo é para refletir sobre os danos que podem ser causados pela maior inimiga dos seus talentos, do seu trabalho e do seu potencial. Um inimiga ardilosa, prima-irmã da mais-valia. É um grande perigo, mas, com algum esforço e dedicação, é possível vencê-la! Eu estou falando da menos valia. Já ouviu falar nela?

Ao contrário da mais-valia, a menos valia não está ligada aos fatores externos. Ela não é a riqueza que “os outros” alienam do valor do seu trabalho. Ela é a riqueza que você mesmo aliena de si, dos seus talentos, das suas habilidades e do seu potencial. Ela é o que te impede de despertar o que e o quanto você sabe, pode e é capaz. E por isso mesmo a menos valia é tão perigosa!

Ela pode ser vista nas comunidades rurais, onde por exemplo as mulheres muito trabalham irrigando e lavrando a terra, mas ao ouvirem a pergunta “você trabalha?” costumam responder: “não, apenas ajudo meu marido”. Mas também pode ser vista em você quando ao ver um curso, um tutorial, uma aula ou palestra costuma pensar: “eu nunca vou conseguir isso”; “eu não tenho talento”; “eu não consigo aprender”; “não dá certo pra mim”. Ou quando, ao ver outra pessoa que trabalha na mesma área / mesmo nicho, pensa: “eu nunca vou conseguir ser assim” ou “sou tão ruim comparado a ele/a”.

A menos valia é a autodesvalorização. É o que te impede de se desenvolver. É o que te intimida e te faz não promover o teu trabalho ou os teus negócios. E perceba: se é a autodesvalorização, significa dizer que é você mesma ou você mesmo tirando, ou roubando, de si um valor que existe e é real. É se menosprezar.

A menos valia está sempre amparada em outra vilã: a baixa autoestima (o ter pouco apreço por si). Ou seja, esse “roubo” do valor que temos, sabemos e fazemos está sempre ligado à forma (errada) como nos enxergamos. Quando nos deixamos abater pelos erros, pelos desafios ou pelos pensamentos “derrotistas” acabamos alimentando uma visão errada de nós mesmos. Acabamos, inconscientemente, escolhendo olhar de maneira turva para nós mesmos.

É como se estivéssemos dirigindo um automóvel em uma estrada e, de repente, por um problema no radiador, ele começa a “fumaçar” bastante. Então, abrimos o capô e damos de cara com o desafio: uma imensa cortina de fumaça! Mas, em vez de “abanar” a fumaça para longe e ver nitidamente que está tudo em perfeito estado, foi apenas a água que acabou e precisamos repor; ficamos olhando através da nuvem cinza, enxergando uma imagem turva e entendendo que está tudo estragado.

E isso acaba tendo como consequência direta a nutrição de outra grande vilã: a procrastinação (o adiamento de uma ação). Por nos enxergarmos de maneira errada e ficarmos alimentando que “tudo está estragado”, acabamos matando nossa criatividade e nos abatendo, adiando tudo o que poderíamos fazer para vencer o desafio, retardando a decisão de utilizar o nosso conhecimento, talentos e potencial para fazer valer aquilo que somos!

Percebe o quanto é vil a menos valia? Ela te leva a roubar de si o valor que tens e a matar a sua criatividade. Por isso superá-la é fundamental para obter sucesso em sua vida pessoal e, especialmente, como empreendedor de si, de sua carreira e de seus negócios.

A menos valia é um erro de comunicação estratégica; é uma falha no diálogo consigo mesmo; é uma perspectiva autoritária que te mantém olhando através da cortina cinza de fumaça e impede a produtividade que a verdadeira comunicação dialógica com o teu eu pode oferecer. Ela nasce e morre dentro de você, a partir dos seus modelos mentais ou, no inglês, do seu mindset. Por essa razão ela vai influenciar negativamente a tua fala pública, vai travar tuas estratégias de marketing e te impedir de promover os teus talentos, teus trabalhos e teus negócios.

Mas, como disse no início, é possível vencê-la! Você pode e consegue. E eu vou te explicar em 5 passos simples como começar a vencer a menos valia, restaurando o diálogo saudável consigo mesmo e estabelecendo estratégias de comunicação com o seu “eu” para alcançar o seu sucesso.

1. Reconheça suas qualidades: conhecer a si mesmo(a) é fundamental para chegar ao tão sonhado sucesso e para empreender o que quer que seja em sua vida. E isso não implica em apenas reconhecer as suas fragilidades. O grande erro de muitos programas de desenvolvimento e de marketing pessoal, ou mesmo de programas de empreendedorismo e marketing digital, é somente conduzir as pessoas a reconhecer as próprias fragilidades e desafios. Conhecer a si mesmo(a) é também reconhecer os pontos a serem melhorados, mas não é apenas isso. É sobretudo reconhecer as próprias qualidades para saber como vencer as fragilidades e saber o que você tem de melhor para utilizar a seu favor nesse processo.

2. Exercite a gratidão: a repetição de queixas, lamúrias e reclamações vão te levar a enxergar apenas a parte negativa de suas experiências e vai, aos poucos, conduzindo-te a uma posição de “coitado”, o que apenas reforça a baixa autoestima e abre uma brecha para a ação da menos valia. Quando você exercita a gratidão por ter chegado onde você está, por poder acessar os conhecimentos de que você dispõe, por ter as habilidades e talentos que você tem, por outro lado, você vai estar alimentando o aspecto positivo de suas vivências, o que vai te dar mais autoconfiança e te ajudar a ver mais oportunidades em cada dificuldade que surgir.

3. Encontre inspirações: ao se deparar com outras pessoas, grupos ou organizações que desenvolvem trabalhos ou negócios na sua área, ou que têm competências e habilidades dentro do mesmo campo que você, evite as comparações negativas ou a competição acirrada. Somos todos diferentes e, muitas vezes, as habilidades, mesmo dentro de um mesmo tema ou área do conhecimento, se manifestam de maneiras distintas. Aproveite essas diferenças para extrair inspiração para você, e não para se menosprezar ou se envaidecer, obrigando a si mesmo a ser “melhor do que o outro”. Você precisa ser o melhor de si! A referência do outro deve servir como inspiração, não como ponto de disputa.

4. Promova o que sabe: uma das grandes armadilhas do nosso tempo é a valorização da “falsa modéstia”. É certo que você não deve se envaidecer do seu potencial nem se gabar, perdendo-se na arrogância. Mas você também não pode partir para o outro extremo e se envergonhar ou sentir culpa por promover o que sabe, o que faz, ou o que é. Você deve utilizar as ferramentas éticas disponíveis para consolidar suas qualidades e promover o que você tem de melhor (marketing pessoal, marketing digital, etc), sem medos e sem angústias.

5. Invista em si: Existe uma coisa chamada custo de oportunidade. É o que, em linhas breves, pode-se descrever como o custo que você tem por não pegar uma boa oportunidade. São os benefícios que você deixa de ter por não agarrar aquela chance. Ou o potencial prejuízo por não ter investido. Ele está muito associado à procrastinação, vilã-parceira-consequência da menos valia (lembra?). Muitas vezes deixamos de investir justamente porque, inconscientemente, alimentamos pensamentos como “não sou capaz”; “não tenho como”; “não é para mim”. E eles são chaves da menos valia. Por isso investir nas suas qualidades, nas suas competências, nos seus talentos e nos seus conhecimentos é fundamental para vencê-la e caminhar rumo ao seu sucesso.

6. [BÔNUS] Exercite a vigilância: Mantenha-se atento(a) ao que pensa e como pensa. Procure não alimentar os pensamentos que dão brecha à menos valia e busque balancear seu potencial e seus desafios pessoais. Uma boa maneira de exercitar isso é se perguntar, a cada pensamento observado, “De onde vem isso? Qual o propósito? Onde vou chegar se obedecer a essa ideia?”. Isso ajuda a refletir sobre a qualidade dos seus pensamentos e ajuda você a filtrar o que você alimenta em sua mente e emoções, colocando todas as ideias à luz de sua missão pessoal.

É isso. O que achou? Deixe seu comentário abaixo e utilize os botões laranja à esquerda para recomendar em seus perfis nas mídias sociais e levar esse conhecimento aos seus amigos. 🙂


PS: Em tempo, falando nesse assunto, lembrei-me de um projeto no qual estou envolvido, o EBRAMAD – 1º Encontro Brasileiro de Marketing Digital, que terá nomes importantes do Marketing Digital do Brasil e do mundo. É uma boa maneira de investir em si mesmo(a) e descobrir estratégias e técnicas para promover seu talento e dar o melhor de si. E o melhor: as inscrições são GRATUITAS (basta clicar aqui para se inscrever)! Há um time de feras palestrando no evento. Estou promovendo o EBRAMAD porque é um sonho meu ver cada vez mais pessoas engajadas na construção de um mundo melhor acessando os conhecimentos de como promover o seu trabalho e sua missão pessoal da melhor maneira possível.

Por Jéfte Amorim, com revisão de Andrea Trigueiro e Jennifer Amorim.

Conteúdo da Dialógica Comunicação Estratégica.